Eu redemoinho

 

Eu redemoinho como uma espiral
compondo meu buquê secreto
haste contra haste para esfregar
o coração contra o meu destino:
enxugar o gelo que compacta
o coração desta humanidade
doente observo a fita perfurada
rebobinar-se ao longo da escada rolante
de um susto como uma raiz maciça,
vivo montado a cavalo à luz do céu
e na escuridão do subterrâneo
como um cavalo negro declaro
o meu amor ao mistério
a minha amargura até o fim
em dom à vida

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